terça-feira, 10 de maio de 2011

Cadeirantes e cidades históricas


 Nesse último sábado fui ao casamento de uma amiga em São Cristovão, que é a quarta cidade mais antiga do Brasil e foi a primeira capital de Sergipe. Tudo muito bonito: praças, igrejas, patrimônios históricos... Mas como toda cidade histórica, as ruas mais antigas são de paralelepípedo e os pisos das praças e calçadas são de pedra, tudo que um cadeirante adora.
O casamento foi muito bonito, igreja bem decorada, a felicidade no rosto das pessoas, noiva entrando ao som da Marcha Nupcial, parentes emocionados e... um degrau na entrada da igreja. Aí o cadeirante fica abandonado com cara de cachorro na porta da igreja (literalmente rsrsrsrs).



Claro que dava pra entrar na igreja com uma ajudinha, mas o clima lá fora tava tão bom que preferi ficar por lá a entrar e curtir um calorão. Depois da cerimônia houve uma recepção no espaço anexo, pertencente ao Convento de São Francisco, um lugar muito bonito. Pra entrar também tinha um degrau, mas recebi uma ajuda e entrei, afinal, eu não queria perder a boquinha.
Com o trabalhão que um casamento dá pra ser organizado seria pedir demais que a minha amiga Ingrid conseguisse providenciar rampas em todos os degraus, mas a questão não é essa. Uma cidade histórica, com monumentos tombados como patrimônio cultural da humanidade e pretensão de ser um destino turístico, bem que podia pensar em melhorar a acessibilidade.
Sabemos que com o tombamento dos monumentos não se pode mexer nas fachadas, nem fazer grande alterações estruturais, mas a gente sabe que com criatividade e, principalmente, um pouquinho de boa vontade é muito fácil resolver esse tipo de problema.

Em tempo: Logo que eu cheguei, dei de cara com uma cena incomum. Uma moça deficiente mental, estava na frente da igreja atirando pedras num cachorro e discutindo com as pessoas que a repreendiam. E como todos sabemos, nós cadeirantes atraímos esses tipos, digamos, incomuns. Ela andou pra cá e pra lá, olhou bastante e não resistiu. Encostou em mim e se virou pra minha amiga Paloma e disse: "Ele não fica em pé, não?", eu tomei a frente e respondi que não. "Nem quer tentar?", respondi negando. A reação dela foi a mais engraçada, bateu a mão nos quadris e fez cara de desanimada, como quem diz: "Poxa, acabou com a minha diversão". Já tô acostumado!

Ingrid, mais uma vez parabéns e muita felicidade.

3 comentários:

  1. Cristiane Dionisio10 de maio de 2011 11:05

    Como sempre...muito interessante suas vivências.
    As vezes até dou boas risadas..mais na maioria fico indignada como isso ainda é possível...afinal já estamos em 2011.
    Parabéns mais um vez!!

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  2. vivendo e vivendo!!! mt bem! impressao minha ou ta de cadeira nova ja?? abraço

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  3. Eh isso ai!! Dentro ou fora da igreja, o importe eh marcar presença e curtir! :)

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