segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Ser carregado? Eu e o Batman odiamos.


Eu estava sem nada pra fazer, zapeando entre os canais da televisão, quando parei em um dos canais da HBO, um famoso canal de filmes por assinatura, que estava passando o filme "Superman e Batman - Inimigos Públicos". Eu sempre fui meio fã de desenho animado e comecei a assistir o filme. Em determinado momento, Superman e Batman precisam invadir um laboratório pra provar a inocência do Superman em um assassinato, cuja vítima não lembro quem era.
Enfim, lá estão eles no teto do laboratório e precisam descer para procurar as evidências. O Superman, naturalmente, desce voando e o Batman usa a batcorda. Chegando ao chão, o homem-de-aço diz ao morcegão que ele não precisava ter usado a batcorda, já que ele poderia tê-lo carregado. O Batman responde com aquela sutileza que lhe é peculiar: "Eu odeio isso!". Lembrei de mim na hora, eu também odeio. Primeiro porque não é muito seguro e eu sempre fico com medo de cair, em segundo lugar porque, apesar de conseguir lidar razoavelmente bem com minha condição, não gosto da dependência que ela me causa em certas situações.
Eu chego a evitar frequentar lugares ou me colocar em situações que possam me causar depedência em relação aos outros. Claro que eu sei que a grande maioria das pessoas ajuda com muito boa vontade, mas eu prezo muito pela minha independência, pela autonomia, e gosto de me sentir assim. Muita gente pode achar bobagem minha, mas cada um tem suas particularidades, outros cadeirantes podem achar natural e não se incomodar em serem carregados. Eu prefiro não, por isso, ser carregado só em caso de necessidade, quando não tem jeito. E você cadeirante, alguma coisa te incomoda?

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Matéria muito legal do UOL

 

Tenista paraolímpica posa nua para capa de revista

 

A holandesa Esther Vergeer é uma lenda viva do tênis em cadeiras de rodas, com 400 vitórias seguidas e 16 títulos de Grand Slam. E, aos 29 anos, ela também conseguiu se reconhecida por sua beleza.



Ela está em uma das capas da tradicional edição da revista da ESPN dos Estados Unidos, que traz personalidades do esporte sem roupa.
“Quando me pediram para posar nua para a revista, eu não tinha certeza de aceitar, mas eles disseram que eu tinha a última palavra sobre a imagem e isso me fez sentir à vontade”, explicou Esther, que usou apenas uma raquete para cobrir seu corpo.
A revista explicou a ideia e definiu a capa como “educativa”: “Queremos mostrar as diferentes especificidades do corpo e como podemos conseguir isso por causa da grandeza do esporte. Nosso objetivo é entreter, mas também educar. Esther é linda e nós mostramos que a deficiência não é obstáculo para se tornar um grande atleta”, disse o editor Gary Belsky.
A revista já havia prestigiado a beleza de uma atleta paraolímpica no ano passado, quando a triatleta Sarah Reinertsen apareceu na capa. Ela foi a primeira amputada a completar o Ironman.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Matéria da Folha.com

Degraus desafiam deputados cadeirantes em Brasília


JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA
JAIRO MARQUES
ENVIADO ESPECIAL A BRASÍLIA


Eleitos como os 510 colegas, Mara Gabrilli (PSDB-SP), Rosinha da Adefal (PT do B-AL) e Walter Tosta (PMN-MG) começarão seus mandatos de deputados com duas graves desvantagens: não poderão subir à tribuna para discursar e não poderão integrar a Mesa Diretora (que comanda sessões no plenário).
Cinco degraus os separam da tribuna, outros quatro os levariam à Mesa. Os três deputados são cadeirantes, e a distância é intransponível.
A eleição deles tem ineditismos. Gabrilli é a primeira deputada tetraplégica e, em conjunto com os dois colegas, forma o grupo mais numeroso de deputados dependentes de uma cadeira de rodas na mesma legislatura --segundo o programa de acessibilidade da Câmara.

Sergio Lima/Folhapress
Jairo Marques chegando ao Palácio do Planalto, onde o piso dificulta a locomoção de cadeirantes; veja fotos
Jairo Marques chegando ao Palácio do Planalto, onde o piso dificulta a locomoção de cadeirantes; veja fotos 

De mudança para a cidade, os três vão encontrar inúmeros obstáculos à livre circulação, incluindo na lista os prédios públicos federais.
A Folha visitou a Câmara, o Senado, o Palácio do Planalto, o STF (Supremo Tribunal Federal) e o MEC (Ministério da Educação), com o objetivo de mapear a acessibilidade dos locais por onde passarão os eleitos.
Na Câmara, os problemas são mais numerosos. Rampas íngremes impedirão que o deputado circule com autonomia entre o plenário e as comissões. A situação é tal que um cadeirante não vai, sozinho, do plenário à reunião interna da Comissão de Direitos Humanos.
O principal obstáculo, e o mais simbólico, é a impossibilidade de o cadeirante subir à tribuna ou compor a Mesa, pois o acesso é feito por lances de escada.
A situação é "um atraso", na opinião do eleito Tosta. "Até por saber que já tivemos outros deputados paraplégicos. É discriminação."

SÓ NO PAPEL
O projeto para construir uma rampa, em elaboração desde 2006, só poderá ser implementado em 2011.
Segundo Adriana Jannuzzi, coordenadora do programa de acessibilidade da Casa, a obra levará ao menos 40 dias. Com a posse da presidente eleita Dilma Rousseff em janeiro e a dos deputados em fevereiro, não há tempo para a reforma neste ano.


Sergio Lima/Folhapress
Jairo Marques no banheiro adaptado do 2° andar do Palácio do Planalto, que serve de depósito; veja fotos
Jairo Marques no banheiro adaptado do 2° andar do Palácio do Planalto, que serve de depósito; veja galeria de fotos
 
Entrosados, Gabrilli, Tosta e Rosinha cobram alteração na estrutura da Casa.
Gabrilli quer uma solução até fevereiro. "Como posso fazer um discurso exigindo acessibilidade se onde vou estar não tem?", questiona.
"Vamos ter que dar um jeito, mesmo que colocando um compensado", diz Rosinha.
Jannuzzi diz que a obra não foi feita por motivos variados, inclusive políticos.
Segundo ela, se o projeto apresentado por Gabrilli for factível, não ferir o tombamento, não for excessivamente caro e se houver tempo para licitá-lo, poderá ser implementado. Caso contrário, ficará para depois.
Gabrilli quer que seja criado um mecanismo para que ela possa votar no plenário --como o software que usa na Câmara Municipal de São Paulo, onde é vereadora. Nas sessões, ela movimenta o mouse na tela do painel eletrônico com os olhos. Ao piscar, seleciona as opções "sim", "não" e "abstenção".
No STF e no Senado, há uma estrutura mais acessível que a da Câmara às pessoas com deficiência --mas ainda existem problemas.
No Senado, o elevador que leva às galerias --de onde o público assiste à sessão-- está quebrado há um ano.
No STF, o púlpito de onde advogados falam é alto e tem degrau; segundo o tribunal, será reformado em janeiro.
No Planalto, a espessura dos carpetes dificulta a circulação. Os banheiros acessíveis são identificados com expressão em desuso.
A Presidência disse que analisará o problema com o carpete e, se necessário, trocará a nomenclatura dos banheiros. No MEC, os banheiros não são acessíveis em todos os andares.


Editoria de Arte/Folhapress

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Banho em pé.

Taí uma coisa que eu sinto falta. Seja no chuveiro ou apenas ficar em pé numa piscina, igual a esse companheiro aí.