Uma mão na roda: Compressor de ar portátil
Tratamento com estimulação elétrica permite que três pacientes paraplégicos consigam andar.
É uma cadeira ou um reboque?
Das soluções em tecnologia assistiva que descobri ultimamente, essa é uma das que mais me surpreendeu. Quem usa cadeira de rodas conhece as dificuldades enfrentadas para carregar qualquer coisa. Seja uma mala numa viagem ou objetos grandes e pesados. O que falar então de carregar várias coisas ao mesmo tempo?
Mas agora seus pobrema se acabaram-se!
Não! Não é um produto das Organizações Tabajara, muito menos do seu concorrente, o Grupo Capivara: Seu Creysson. Quem tiver certa idade vai saber do que eu tô falando, quem não souber... basta dar uma pesquisada no YouTube e descobrir o humor escrachado do Casseta & Planeta.
Nessas andanças pela internet eu descobri o Phoenix System, que é um carrinho facilmente acoplável à cadeira de rodas que permite carregar malas e outros objetos, dando um descanso pro colinho dos aleijados. O negócio é muito engenhoso! O que achei mais legal foram as rodas, que acompanham o giro da cadeira, dando completa liberdade de movimentos.
Tô fazendo propaganda gratuita? Sim, estou! Não ganhei um real 😅.
Mas antes de mais nada, o objetivo deste blog é compartilhar e, quem sabe, contribuir com algum conhecimento e informações relevantes. Eu não possuo o produto e não estou atestando a qualidade, mas no site deles você encontra uma série de depoimentos positivos de quem já usou. Tem também as páginas no Instagram e Facebook pra quem quiser dar uma olhada.
Se o produto realmente funciona bem, é uma bela aquisição pra qualquer cadeirante que leve uma vida ativa e independente. Eu, particularmente, gostaria de ter um.
Deixo aqui alguns vídeos que ilustram o funcionamento. Estão em inglês, mas as imagens falam por si.
A cadeira da liberdade.
Enfim, vamos ao que interessa. Após conhecer a realidade de pessoas com deficiência em países em desenvolvimento, Amos Winter, um engenheiro mecânico formado pelo renomado MIT, resolveu criar uma cadeira eficiente e barata que pudesse vencer terrenos difíceis. Em um primeiro exercício de criação pensou num equipamento inspirado nas mountain bikes, nada mais natural, dada a natureza do projeto. Mas esse tipo de bicicleta custa caro e está longe da realidade dos países em desenvolvimento.
O desafio era criar uma cadeira com o custo inferior a 200 dólares, capaz de percorrer 5km por dia em diferentes terrenos, que fosse pequena e manobrável o suficiente para o uso interno e facilmente reparável (com compenentes encontrados com facilidade). Após muito estudo, Winter pensou num sistema de alavancas simples que já existe há muito tempo e que seria composto de partes de bicicletas comuns.
Pra mim, a frase mais marcante do vídeo é quando ele fala que "a pessoa é a máquina complexa do sistema". Com esse sistema de alavancas, o usuário modifica o tipo de condução da cadeira apenas deslizando a mão para cima e para baixo nas alavancas. Para andar rápido, segura as alavancas perto dos eixos, o que gera um grande ângulo em cada movimento; à medida que o caminho se torna mais duro, basta deslizar as mãos para a parte de cima da alavanca, produzindo mais torque, o que permite vencer as dificuldades do terreno com menos esforço. E para utilizar a cadeira no ambiente interno, basta retirar as alavancas da transmissão e guardá-las no quadro, convertendo-a numa cadeira normal.
Segundo Amos Winter, o processo de criação foi baseado em alguns pilares: design centrado no utilizador, focado nos fatores sociais, funcionais e econômicos. Na minha humilde opinião, os objetivos do projeto foram alcançados com folga, que o diga Ashok, o alfaiate indiano apresentado no fim do vídeo, que pôde voltar a trabalhar quando passou a utilizar a cadeira da liberdade. Com a cadeira, Ashok conseguiu vencer novamente a distância de mais ou menos um quilômetro da sua casa até sua oficina.
E você o que acha? Acredito que não vai se arrepender de passar os próximos onze minutos assistindo este vídeo inspirador. Dá pra pôr legendas, pra quem não manja dos "ingrês".



